talvez, depois de tudo isso...
eu deva pensar... que eu realmente tenho sorte.
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muita sorte
Não esqueça de respirar
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Soro de birrência

Soro de birrência, barulho incomodativo, repetitivo, sem sentido, uma freqüência, apenas uma freqüência no calor, no calor suando, sem intervalo, sem intervalo para paz, monólogo megalomaníaco para decoração, sem trégua, grito, mando e reclamação, grito e suor, grito e cachorro trepando, cachorro brigando e chorando, quatro cachorros, maldito cheiro, gritando por tudo, nem aquela porra funciona, três horas da manhã, em casa no computador, sem diversão, sem diversão, e amanhã ninguém vai, só nós três no meio da gente sem perigo, eles não tem perigo, só vomito. E nós não precisamos da sua educação.
Texto originalmente postado em 13 de março de 2005, no meu antigo blog www.naomesquecerderespirar.blogspot.com
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
____________________________________
eu planejo coisas e penso no tempo.
o tempo sempre está acabando.
e só penso: por que eu não posso mandar em tudo?
se tudo seguisse a minha ordem...
tudo seguiria a minha ordem...
.
eu não sei mais se vai dar tempo
.
.
.
queria que desse.
_______________________________________________
Queria mudar a direção da minha vida.
um número considerável, queria que as coisas não fossem assim.
não queria sentir as coisas sendo arrastadas para um buraco.
não queria não ter alternativas.
não queria não poder respirar.
não
n.
_______________________________________-------
até onde eu consigo ir?
até onde conseguirei colocar um muro em torno da minha consciência?
até onde conseguirei não pensar no que eu não quero?
não quero pensar
até aonde
não.
________________________________------------------
tuuuuuuuuu
tuuuuuu
tuuu
tu
t
.
_____________________________----------------------
voltar a abrir os olhos. quando foi que eu os fechei? simplesmente não lembro.
tem uma película meio bege, meio transparente, sempre que olho pra cima.
não consigo mais olhar pra cima.
eles não conseguem olhar pra cima.
não conseguem.
_____________________------------------------------
só não queria construir nada.
queria que já fosse.
já é.
bem desse jeito.
---
o tempo sempre está acabando.
e só penso: por que eu não posso mandar em tudo?
se tudo seguisse a minha ordem...
tudo seguiria a minha ordem...
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eu não sei mais se vai dar tempo
.
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queria que desse.
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Queria mudar a direção da minha vida.
um número considerável, queria que as coisas não fossem assim.
não queria sentir as coisas sendo arrastadas para um buraco.
não queria não ter alternativas.
não queria não poder respirar.
não
n.
_______________________________________-------
até onde eu consigo ir?
até onde conseguirei colocar um muro em torno da minha consciência?
até onde conseguirei não pensar no que eu não quero?
não quero pensar
até aonde
não.
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tuuuuuuuuu
tuuuuuu
tuuu
tu
t
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voltar a abrir os olhos. quando foi que eu os fechei? simplesmente não lembro.
tem uma película meio bege, meio transparente, sempre que olho pra cima.
não consigo mais olhar pra cima.
eles não conseguem olhar pra cima.
não conseguem.
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só não queria construir nada.
queria que já fosse.
já é.
bem desse jeito.
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terça-feira, 13 de setembro de 2011
E você, deveria estar aqui?
*mais um texto bem antigo*
Talvez eu nem devesse ter entrado.
Isso é apenas para me livrar de duas colheres de sentimentalismo, porque elas sim, não deveriam estar aqui.
Acho que vou cortar meu cabelo, ele me incomoda às vezes, não que eu ligue para isso, mas na terra dos farsantes sem inspiração metidos a poetas, isso seria original.
Foi quando eu acordei, e percebi que durante todo esse tempo, eu já estava acordada. Eu apenas estava fingindo que dormia, assim talvez não tivesse que pensar em todas essas coisas incomodativas que ocupam a mente, todas essas coisas inúteis, que se você tivesse poder sobre o seu cérebro, certamente escolheria não pensar nelas.
Eu fui andando, entre todas aquelas árvores gigantescas que pareciam não ter fim, pelo menos que eu conseguisse ver, e lá, bem no final do caminho, lá, no ponto mais distante onde meus olhos ainda podiam enxergar e distinguir alguma coisa, estava um bonequinho, um bonequinho sem roupas acenando para mim, em uma mão ele tinha um abridor de latas, e na outra, tinha meus dedos e meu fígado.
Então você diz: Uau, isso é que é saber fingir saber de alguma coisa, não é? Eu acho que vou matar meu cérebro e viver em paz. Ó cérebro idiota, idiota, dono das razões que não possuem razão nenhuma, sem pensar, só dormir. Depois de todos os braços já terem apodrecido e caído, eu continuo rindo.
Até mesmo o que não me contaram eu consigo inventar, meu cérebro trabalha muito bem em descobrir coisas que eu não sei nem nunca vou saber. Ele vai levando choque da cobra elétrica enrolada nele, vai dando pulos e se contorcendo, um pulo e vai direto pro hiper espaço, hiper atividade, hip hip hurra, vai voando bem pra longe, pra cima do céu.
Pontadinhas agudas. Espetos de agulha.
Vamos lá, vamos lá deuses malditos.
Vocês querem mesmo que eu me foda?
Dizer um monte de coisas sem dizer nada é minha especialidade, eu fiz o curso dos sem talento graduados na arte de fazer rir.
Lindo começo. Belo começo para o início do fim. Fluiu como todas as outras bostas que eu penso ter valor. Inteligência múltipla. É pra isso que serve, para você ficar patinando na lama, perdido em lugar nenhum, nunca ir pra frente, nem pra nenhuma direção, apesar de dizerem que existem várias.
Então é isso.
A pessoa mais perdida do mundo
Continua procurando um lugar perdido
Que dizem já ter sido encontrado
Para continuar dormindo
E fazendo nada
Eternamente
Embaixo do chão.
Texto originalmente postado em 10 de abril de 2005, no antigo blog:
www.naomesquecerderespirar.blogspot.com
Mais precisamente NESTE LINK
.
Talvez eu nem devesse ter entrado.
Isso é apenas para me livrar de duas colheres de sentimentalismo, porque elas sim, não deveriam estar aqui.
Acho que vou cortar meu cabelo, ele me incomoda às vezes, não que eu ligue para isso, mas na terra dos farsantes sem inspiração metidos a poetas, isso seria original.
Foi quando eu acordei, e percebi que durante todo esse tempo, eu já estava acordada. Eu apenas estava fingindo que dormia, assim talvez não tivesse que pensar em todas essas coisas incomodativas que ocupam a mente, todas essas coisas inúteis, que se você tivesse poder sobre o seu cérebro, certamente escolheria não pensar nelas.
Eu fui andando, entre todas aquelas árvores gigantescas que pareciam não ter fim, pelo menos que eu conseguisse ver, e lá, bem no final do caminho, lá, no ponto mais distante onde meus olhos ainda podiam enxergar e distinguir alguma coisa, estava um bonequinho, um bonequinho sem roupas acenando para mim, em uma mão ele tinha um abridor de latas, e na outra, tinha meus dedos e meu fígado.
Então você diz: Uau, isso é que é saber fingir saber de alguma coisa, não é? Eu acho que vou matar meu cérebro e viver em paz. Ó cérebro idiota, idiota, dono das razões que não possuem razão nenhuma, sem pensar, só dormir. Depois de todos os braços já terem apodrecido e caído, eu continuo rindo.
Até mesmo o que não me contaram eu consigo inventar, meu cérebro trabalha muito bem em descobrir coisas que eu não sei nem nunca vou saber. Ele vai levando choque da cobra elétrica enrolada nele, vai dando pulos e se contorcendo, um pulo e vai direto pro hiper espaço, hiper atividade, hip hip hurra, vai voando bem pra longe, pra cima do céu.
Pontadinhas agudas. Espetos de agulha.
Vamos lá, vamos lá deuses malditos.
Vocês querem mesmo que eu me foda?
Dizer um monte de coisas sem dizer nada é minha especialidade, eu fiz o curso dos sem talento graduados na arte de fazer rir.
Lindo começo. Belo começo para o início do fim. Fluiu como todas as outras bostas que eu penso ter valor. Inteligência múltipla. É pra isso que serve, para você ficar patinando na lama, perdido em lugar nenhum, nunca ir pra frente, nem pra nenhuma direção, apesar de dizerem que existem várias.
Então é isso.
A pessoa mais perdida do mundo
Continua procurando um lugar perdido
Que dizem já ter sido encontrado
Para continuar dormindo
E fazendo nada
Eternamente
Embaixo do chão.
Texto originalmente postado em 10 de abril de 2005, no antigo blog:
www.naomesquecerderespirar.blogspot.com
Mais precisamente NESTE LINK
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Blerghh
Esse tcc vai me matar
Fico aqui esperando o tempo passar e as coisas ficarem prontas magicamente (eu não mando na minha cabeça)
Sei que o meu corpo está contra mim. Ele sempre esteve.
Comete um auto-suicidio.
Auto porque ele não tem nem mesmo a delicadeza de me perguntar alguma coisa, de pedir a mínima permissão.
Ele está me matando. Meu corpo esta se matando. Separadamente de mim.
Separadamente da minha cabeça. A minha cabeça está separada de mim.
A minha cabeça comanda o suicídio e eu queria descobrir como ela faz isso. Eu não estou interessada.
O futuro se movimenta, mas não está amarelo. Não, ele não está. Só está meio borrado
Eu não estou interessada nisso....
Eu só espero que o tempo passe muito rápido. De novo. Eu só fico esperando você entrar. Pela porta da frente. E a porta nunca mais vai se abrir.
Eu só vou ficar esperando o sol.
O seu cabelo sempre está cheirando bem. Eu só espero o tempo passar. Porque eu sei que vai acontecer tudo ao contrário, como sempre. Sempre tem um certificado ao contrário no final.
Com você.
...
A coisa de que eu mais sinto saudades de Curitiba é do meu computador.
Fico aqui esperando o tempo passar e as coisas ficarem prontas magicamente (eu não mando na minha cabeça)
Sei que o meu corpo está contra mim. Ele sempre esteve.
Comete um auto-suicidio.
Auto porque ele não tem nem mesmo a delicadeza de me perguntar alguma coisa, de pedir a mínima permissão.
Ele está me matando. Meu corpo esta se matando. Separadamente de mim.
Separadamente da minha cabeça. A minha cabeça está separada de mim.
A minha cabeça comanda o suicídio e eu queria descobrir como ela faz isso. Eu não estou interessada.
O futuro se movimenta, mas não está amarelo. Não, ele não está. Só está meio borrado
Eu não estou interessada nisso....
Eu só espero que o tempo passe muito rápido. De novo. Eu só fico esperando você entrar. Pela porta da frente. E a porta nunca mais vai se abrir.
Eu só vou ficar esperando o sol.
O seu cabelo sempre está cheirando bem. Eu só espero o tempo passar. Porque eu sei que vai acontecer tudo ao contrário, como sempre. Sempre tem um certificado ao contrário no final.
Com você.
...
A coisa de que eu mais sinto saudades de Curitiba é do meu computador.
domingo, 19 de junho de 2011
domingo à noite
Todo domingo à noite ele arranca um pedaço dela. No lugar desse pedaço fica um buraco vermelho e choroso.
Os dias passam lerdos, cinzas e frios. Depois de incontáveis horas finalmente é sexta-feira.
Sexta-feira ele dá a ela um novo pedaço, muito mais bonito e muito mais feliz. Esse pedaço deveria tampar o buraco que ficou da última semana.
Tudo costuma ficar bem de sexta até domingo. O ar é quente e o céu é azul, não importa quanto os termômetros e os jornais mintam sobre o que eles não entendem.
O tempo passa.
Domingo. Novo flagelo.
Só resta fazer tudo que se é obrigado. Só resta esperar que o tempo seja generoso e ande rápido pelos dias.
O grande problema foi quando ela começou a pensar na dor de domingo já na sexta. Ela não conseguia esquecer a dor de perder um pedaço, principalmente quando olhava para seus buracos mal remendados.
Existia uma mãe que dizia: - Menina, não sofra por antecedência.
Mas depois de um certo tempo, você não pertence mais ao campo magnético de profecias assertivas das mães.
Pensar poderia ajudar. Não pensar talvez ajudasse mais. A menina só não sabia o que fazer com o ensurdecedor som do silêncio que ela ouvia quando olhava os corredores vazios e brancos do apartamento dela.
Ela só podia esperar a generosidade do tempo. Desviar os olhos e deixar que falas de mães fossem aceitas pela catraca do seu cérebro. Ler, ler e ler. Limpar, limpar e limpar.
Fale com o espelho.
.
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Os dias passam lerdos, cinzas e frios. Depois de incontáveis horas finalmente é sexta-feira.
Sexta-feira ele dá a ela um novo pedaço, muito mais bonito e muito mais feliz. Esse pedaço deveria tampar o buraco que ficou da última semana.
Tudo costuma ficar bem de sexta até domingo. O ar é quente e o céu é azul, não importa quanto os termômetros e os jornais mintam sobre o que eles não entendem.
O tempo passa.
Domingo. Novo flagelo.
Só resta fazer tudo que se é obrigado. Só resta esperar que o tempo seja generoso e ande rápido pelos dias.
O grande problema foi quando ela começou a pensar na dor de domingo já na sexta. Ela não conseguia esquecer a dor de perder um pedaço, principalmente quando olhava para seus buracos mal remendados.
Existia uma mãe que dizia: - Menina, não sofra por antecedência.
Mas depois de um certo tempo, você não pertence mais ao campo magnético de profecias assertivas das mães.
Pensar poderia ajudar. Não pensar talvez ajudasse mais. A menina só não sabia o que fazer com o ensurdecedor som do silêncio que ela ouvia quando olhava os corredores vazios e brancos do apartamento dela.
Ela só podia esperar a generosidade do tempo. Desviar os olhos e deixar que falas de mães fossem aceitas pela catraca do seu cérebro. Ler, ler e ler. Limpar, limpar e limpar.
Fale com o espelho.
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Na verdade o que eu queria, era poder ver seus olhos todos os dias.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Curitiba, você não entende nada.
Tinha esquecido como é ruim ficar aqui.
Eu odeio ficar aqui.
Quero ver quanto tempo vou agüentar.
Manter a cabeça no lugar.
Manter a cabeça no lugar.
Às vezes eu me vejo pelo espelho. Eu não sou assim.
Só eu sei.
São meus olhos. Eles dizem que não posso descansar.
Meus olhos dizem que tudo isso é preciso.
E minhas mãos só pensam em cobri-los.
“Eu quero botar fogo nesse apartamento”
Agora essa música sempre me vem na cabeça.
Quem diria que depois de tanto tempo ela faria tanto sentido? Quem diria que ela iria parar na minha cabeça?
Essa música me lembra de quando eu tinha a altura de uma mesa e assistia tudo de baixo pra cima.
Eu via Ela batendo carne com o olhar infeliz. Essa imagem nunca saiu de mim. E a música era a trilha sonora.
“Eu quero ir embora....”
E Ele chegava pra jantar e nem dizia nada. Ninguém dizia nada.
Mas a música sempre tocava.
Os olhos baixos e tristes ficaram ali para sempre.
“Eu quero dar o fora....”
E agora?
Eu odeio ficar aqui.
Eu nem sei o que pensar.
Não sei nem como pensar no que fazer.
“... e quero que você venha comigo.... todo dia....”
.
.
..
... eu quero ir embora.
Eu odeio ficar aqui.
Quero ver quanto tempo vou agüentar.
Manter a cabeça no lugar.
Manter a cabeça no lugar.
Às vezes eu me vejo pelo espelho. Eu não sou assim.
Só eu sei.
São meus olhos. Eles dizem que não posso descansar.
Meus olhos dizem que tudo isso é preciso.
E minhas mãos só pensam em cobri-los.
“Eu quero botar fogo nesse apartamento”
Agora essa música sempre me vem na cabeça.
Quem diria que depois de tanto tempo ela faria tanto sentido? Quem diria que ela iria parar na minha cabeça?
Essa música me lembra de quando eu tinha a altura de uma mesa e assistia tudo de baixo pra cima.
Eu via Ela batendo carne com o olhar infeliz. Essa imagem nunca saiu de mim. E a música era a trilha sonora.
“Eu quero ir embora....”
E Ele chegava pra jantar e nem dizia nada. Ninguém dizia nada.
Mas a música sempre tocava.
Os olhos baixos e tristes ficaram ali para sempre.
“Eu quero dar o fora....”
E agora?
Eu odeio ficar aqui.
Eu nem sei o que pensar.
Não sei nem como pensar no que fazer.
“... e quero que você venha comigo.... todo dia....”
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..
... eu quero ir embora.
terça-feira, 26 de abril de 2011
das mãos dele...
Foi naquela noite quente em que ele disse que não queria casar com ela. Naquela noite de calçadas e bebidas. Naquela noite cheia de mentiras pretensiosas.
Naquela noite em que os dois conversaram durante três horas, e ele não soltava das mãos dela. Até o dia amanhecer, ele segurou as mãos dela e ficou ali, alisando-as “despretensiosamente”.
“Eu nem sei se gosto mesmo de você”, ele disse segurando as mãos dela fortemente.
E assim continuou a passar a conversa na menina que pensava em mil coisas, entre elas: “O que esse imbecil pensa que está fazendo?”
Dar as mãos pode até parecer uma coisa idiota, mas naquela noite foi a coisa mais legal do mundo. Ainda mais quando você segura aquilo que tem sérias chances de te dar um soco.
E o menino interesseiro levou suas mãos quentes embora. E a menina não conseguia mais parar de pensar nelas.
Semanas se passaram, e o menino quase fez o mundo acabar. Porque ele era um menino, e meninos são assim. Até que chegou a páscoa, e as coisas ficaram quentes e boas novamente.
Sem facadas.
Porque eu adoro as suas mãos.
Naquela noite em que os dois conversaram durante três horas, e ele não soltava das mãos dela. Até o dia amanhecer, ele segurou as mãos dela e ficou ali, alisando-as “despretensiosamente”.
“Eu nem sei se gosto mesmo de você”, ele disse segurando as mãos dela fortemente.
E assim continuou a passar a conversa na menina que pensava em mil coisas, entre elas: “O que esse imbecil pensa que está fazendo?”
Dar as mãos pode até parecer uma coisa idiota, mas naquela noite foi a coisa mais legal do mundo. Ainda mais quando você segura aquilo que tem sérias chances de te dar um soco.
E o menino interesseiro levou suas mãos quentes embora. E a menina não conseguia mais parar de pensar nelas.
Semanas se passaram, e o menino quase fez o mundo acabar. Porque ele era um menino, e meninos são assim. Até que chegou a páscoa, e as coisas ficaram quentes e boas novamente.
Sem facadas.
Porque eu adoro as suas mãos.
sábado, 16 de abril de 2011
Olhar pela janela do seu quarto...
Aqueles ferros enferrujados tentando ainda serem brancos... Aquelas grades. Você olha através das grades. As grades que tentam ser brancas.
Você olha pelas grades enferrujadas e enxerga aquele muro podre do fundo da sua casa. Aquele muro cheio de musgo, fungos e rachaduras. Ele também ainda tenta ser branco.
Você olha essa “paisagem” e pensa ha quanto tempo ela está ali. Você lembra de quando ela nem estava ali e você podia ver toda a cidade. Agora só tem grades podres, um muro podre, e uma casa que parece um bolo de quinze anos.
Você pensa há quanto tempo isto está ali. E há quanto tempo você não olhava para aquilo. Quanto tempo faz que você não precisava olhar para aquilo? Quanto tempo faz que você não precisava colocar a cabeça entre as grades para ouvir só o som do vento e não ouvir mais nada?
E aquele sentimento de quando você tinha 8, 10, 13, 16, 18 anos... quanto tempo fazia que você não sentia essa merda?
Preciso ir embora daqui. Moço dos 750, por favor, me contrate.
Queria que esse sentimento pudesse ser gravado em mim, como uma fotografia. Queria que a luz gravasse na minha pele a imagem desse muro podre. Assim, sempre que eu tivesse algum pensamento idiota e esperançoso, me lembraria de toda essa merda e voltaria pra realidade.
Também gostaria de gravar pra sempre a feição das pessoas que eu gosto logo depois de desapontá-las sem querer. Talvez eu nunca mais desapontasse ninguém sem querer.
E olhando pelas grades, pela janela, você até lembra daqueles ensinamentos que acha que só servem para o “Brinquedo Assassino 2” aquele: “ - Você vai descobrir que não pode confiar em mais ninguém, só em você mesmo”
Pff....
Olhar, sentir o vento e não pensar em mais nada.
Eu só espero que tudo isso passe logo.
Você olha pelas grades enferrujadas e enxerga aquele muro podre do fundo da sua casa. Aquele muro cheio de musgo, fungos e rachaduras. Ele também ainda tenta ser branco.
Você olha essa “paisagem” e pensa ha quanto tempo ela está ali. Você lembra de quando ela nem estava ali e você podia ver toda a cidade. Agora só tem grades podres, um muro podre, e uma casa que parece um bolo de quinze anos.
Você pensa há quanto tempo isto está ali. E há quanto tempo você não olhava para aquilo. Quanto tempo faz que você não precisava olhar para aquilo? Quanto tempo faz que você não precisava colocar a cabeça entre as grades para ouvir só o som do vento e não ouvir mais nada?
E aquele sentimento de quando você tinha 8, 10, 13, 16, 18 anos... quanto tempo fazia que você não sentia essa merda?
Preciso ir embora daqui. Moço dos 750, por favor, me contrate.
Queria que esse sentimento pudesse ser gravado em mim, como uma fotografia. Queria que a luz gravasse na minha pele a imagem desse muro podre. Assim, sempre que eu tivesse algum pensamento idiota e esperançoso, me lembraria de toda essa merda e voltaria pra realidade.
Também gostaria de gravar pra sempre a feição das pessoas que eu gosto logo depois de desapontá-las sem querer. Talvez eu nunca mais desapontasse ninguém sem querer.
E olhando pelas grades, pela janela, você até lembra daqueles ensinamentos que acha que só servem para o “Brinquedo Assassino 2” aquele: “ - Você vai descobrir que não pode confiar em mais ninguém, só em você mesmo”
Pff....
Olhar, sentir o vento e não pensar em mais nada.
Eu só espero que tudo isso passe logo.
terça-feira, 12 de abril de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
.
A maioria das pessoas com alguma pretensão do tipo: sou intelectual e logo chegarei aos 300 copos de café por mês, sou profundamente melancólico e darei a minha visão de um mundo obscuro, sou extremamente poético e descrevo tudo como se estivesse escrevendo um artigo para uma revista cult, sou um ninguém com uma vida de bosta porém muito instigante, sou alguém que todos odeiam mas sei escrever de um modo genial, sou um inteligentão e não preciso de nenhuma aprovação, ninguém gosta de mim mas sempre tem um bando de gente me seguindo, tenho muito estilo e meus tênis não precisam de você...
Enfim, toda essa gente, é totalmente, profundamente egoísta e egocêntrica. Um nível de egoísmo difícil de encontrar em outros lugares. Uma coisa que irrita até mesmo quem está morando perto disso.
Por isso, eu te digo, vire e saia andando. O mais rápido possível.
Pode acreditar em mim...
E tenho dito.
Enfim, toda essa gente, é totalmente, profundamente egoísta e egocêntrica. Um nível de egoísmo difícil de encontrar em outros lugares. Uma coisa que irrita até mesmo quem está morando perto disso.
Por isso, eu te digo, vire e saia andando. O mais rápido possível.
Pode acreditar em mim...
E tenho dito.
quarta-feira, 9 de março de 2011
tentar dormir
A água sempre sobe. Ela sempre está por cima. Os rios e o mar sempre alagam. Ondas gigantes sempre aparecem para alagar e destruir tudo. A água bate forte embaixo e violentamente quebra os vidros por cima.
A onda sempre vem devagar. Ela marca aquele tempo que você ainda existe. Antes do seu pulmão ser encharcado.
A onda vindo devagar faz seu coração quase explodir. Já vem devagar pra explodir tudo. Devagar para torturar pela espera da morte.
Se você morrer no sonho, pode morrer de verdade? Você consegue acordar antes de morrer? Se você morrer, não acorda mais...
Anos e anos sonhando com isso. E parece não haver saída. Apenas esperar que a água não alcance a janela.
A onda sempre vem devagar. Ela marca aquele tempo que você ainda existe. Antes do seu pulmão ser encharcado.
A onda vindo devagar faz seu coração quase explodir. Já vem devagar pra explodir tudo. Devagar para torturar pela espera da morte.
Se você morrer no sonho, pode morrer de verdade? Você consegue acordar antes de morrer? Se você morrer, não acorda mais...
Anos e anos sonhando com isso. E parece não haver saída. Apenas esperar que a água não alcance a janela.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sobre entender.
Quanto mais você entende as pessoas, mais perde a fé nelas. Você se conforma que elas são assim e pronto. Perde até o direito de odiá-las, de sentir raiva delas. Simplesmente as aceita, deixa-as em seus próprios mundos, seus próprios tronos. Você entende que as pessoas funcionam apenas dentro delas mesmas, e vai perdendo o interesse. Se conforma em não esperar nada. Não espera nada e fica cada vez mais apático. Que façam o que quiserem. Você tem a sua caverna.
Você anda com todas essas convicções por aí, até que tropeça.
Você tropeça. Não é bem assim. Mesmo tendo aprendido muito sobre as pessoas, você vê que não é bem assim. Você é pego reinando em seu próprio mundo, vivendo apenas em você. Não é bem assim... Não é aquela velha história de exceções. É sobre existir o certo. O certo que você não tinha encontrado. O certo que é seu. Com todas as responsabilidades do mundo, ele é seu. E ninguém tem nada a ver com isso.
“Obrigada por fazer eu me sentir feliz. Obrigada por me fazer bem e cuidar de mim. Obrigada por existir. E obrigada por não desistir de mim.”
... Chocolate no Nirvana, são só seus olhos. A noite só é quente quando você está comigo. Você para o que estiver vindo rápido em nossa direção, só olhando. Quero que tudo fique bem, como você faz o possível. O ar que respiramos não é mais o mesmo. Nossas mãos e nossos olhos não são mais os mesmos. Um abraço, seu ombro, é todo o necessário. E que tudo em volta derreta ou exploda, eu não me importo. Chocolate. Calor. O silêncio. A música. Dormir bem. Porque você está aqui. Está aqui. E me disse pra ficar.
Você anda com todas essas convicções por aí, até que tropeça.
Você tropeça. Não é bem assim. Mesmo tendo aprendido muito sobre as pessoas, você vê que não é bem assim. Você é pego reinando em seu próprio mundo, vivendo apenas em você. Não é bem assim... Não é aquela velha história de exceções. É sobre existir o certo. O certo que você não tinha encontrado. O certo que é seu. Com todas as responsabilidades do mundo, ele é seu. E ninguém tem nada a ver com isso.
“Obrigada por fazer eu me sentir feliz. Obrigada por me fazer bem e cuidar de mim. Obrigada por existir. E obrigada por não desistir de mim.”
... Chocolate no Nirvana, são só seus olhos. A noite só é quente quando você está comigo. Você para o que estiver vindo rápido em nossa direção, só olhando. Quero que tudo fique bem, como você faz o possível. O ar que respiramos não é mais o mesmo. Nossas mãos e nossos olhos não são mais os mesmos. Um abraço, seu ombro, é todo o necessário. E que tudo em volta derreta ou exploda, eu não me importo. Chocolate. Calor. O silêncio. A música. Dormir bem. Porque você está aqui. Está aqui. E me disse pra ficar.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
se irrite.
Os nervos arrepiados...
Arrepiados e pontiagudos
A pele arrepiada...
Arrepiada igual a um porco espinho
.
.
.
Tinha uma bola amarela e grudenta dentro do peito, uma bola que arrepiava e inflamava por tudo que irritava a menina.
A bola pulsava até ficar vermelha, até quase explodir.
Ela pulsava e inchava cada vez que a menina se irritava, o que era cada vez mais comum, por coisas cotidianas impossíveis de se parar.
Se irritava com a voz das pessoas, com o barulho, com o vento, com a insistência de alguns, com a claridade e com o escuro, com o calor e com o frio...
Tudo era motivo para a bola amarela de muco inchar, pulsar e quase explodir.
Mas o principal motivo era ela, ela e seu corpo. O cansaço de seu corpo, a fraqueza de seu corpo. A inquietação e a preguiça que esmagavam sua alma, incapaz de se animar diante de coisas tão conhecidas pelo destino. Coisas tão grandes que pareciam minúsculas perante seus olhos. A menina se cansava antes mesmo de pensar.
A menina. Só estava cansada.
E cansada de estar cansada.
Arrepiados e pontiagudos
A pele arrepiada...
Arrepiada igual a um porco espinho
.
.
.
Tinha uma bola amarela e grudenta dentro do peito, uma bola que arrepiava e inflamava por tudo que irritava a menina.
A bola pulsava até ficar vermelha, até quase explodir.
Ela pulsava e inchava cada vez que a menina se irritava, o que era cada vez mais comum, por coisas cotidianas impossíveis de se parar.
Se irritava com a voz das pessoas, com o barulho, com o vento, com a insistência de alguns, com a claridade e com o escuro, com o calor e com o frio...
Tudo era motivo para a bola amarela de muco inchar, pulsar e quase explodir.
Mas o principal motivo era ela, ela e seu corpo. O cansaço de seu corpo, a fraqueza de seu corpo. A inquietação e a preguiça que esmagavam sua alma, incapaz de se animar diante de coisas tão conhecidas pelo destino. Coisas tão grandes que pareciam minúsculas perante seus olhos. A menina se cansava antes mesmo de pensar.
A menina. Só estava cansada.
E cansada de estar cansada.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Não são círculos
Você não está andando em círculos.
É como se estivesse andando nas linhas e ondas de um eletrocardiograma.
Bipolar, ta na moda.
Como algumas pessoas conseguem ser tão mimadas e egoístas? Ninguém é perfeito, mas algumas pessoas podiam pensar ao menos um pouco. E pensar um pouco fora do próprio umbigo.
Talvez tudo que eu disse seja verdade. Talvez tudo seja mentira. Talvez aquele texto diga tudo sobre você.
Agulhas doem fundo nos seus músculos, na sua coluna, no seu estômago e tudo que você pensa, é porque eu... atendi o telefone e não lembro mais o que ia escrever.
Desde uma caverna onde só se pode lamber limo, até quando você precisa enfiar bem fundo a unha na sua mão para desviar seus pensamentos.
E o eletrocardiograma. Você tenta fechar tudo dentro de uma caixa à prova de radiação.
Queria que tudo fosse mais fácil. Queria que você pudesse fazer tudo o que quer. Queria uma bolha.
Mas só o que consigo, é trancar a caixa.
É como se estivesse andando nas linhas e ondas de um eletrocardiograma.
Bipolar, ta na moda.
Como algumas pessoas conseguem ser tão mimadas e egoístas? Ninguém é perfeito, mas algumas pessoas podiam pensar ao menos um pouco. E pensar um pouco fora do próprio umbigo.
Talvez tudo que eu disse seja verdade. Talvez tudo seja mentira. Talvez aquele texto diga tudo sobre você.
Agulhas doem fundo nos seus músculos, na sua coluna, no seu estômago e tudo que você pensa, é porque eu... atendi o telefone e não lembro mais o que ia escrever.
Desde uma caverna onde só se pode lamber limo, até quando você precisa enfiar bem fundo a unha na sua mão para desviar seus pensamentos.
E o eletrocardiograma. Você tenta fechar tudo dentro de uma caixa à prova de radiação.
Queria que tudo fosse mais fácil. Queria que você pudesse fazer tudo o que quer. Queria uma bolha.
Mas só o que consigo, é trancar a caixa.
domingo, 3 de outubro de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Fumaça
Tem um buraco negro um pouco abaixo da garganta...
Quando você descobre que o lugar mais seguro do mundo pra chorar é o ombro do seu irmão mais novo.
Quando eu era menor entendia Sliver como dividir. É preciso saber dividir as coisas. Não fraternamente, mas na sua cabeça, nos seus atos.
Tudo tem o seu lugar e todo lugar tem a sua hora.
Saber esperar menos é uma dádiva.
Quando eu era pequena, não pensava em ser nada. Nada concreto.
Seria um ectoplasma onisciente pairando por aí.
Um espírito, uma presença, uma fumacinha...
Uma presença passando pela vida das pessoas, deixando apenas alguns rastros, fazendo o seu trabalho...
Passando pelas ruas sujas cheias de gente, carros e bichos...
Mas sem existir. Ninguém vê um ectoplasma
Você tem tantos problemas...
Se eu pudesse dava meu poder de fumaça pra você.
Talvez você não sentisse tanto frio.
Mas fumaça não tem mão. Fumaça não pode fazer nada direito. Nada que preste.
Tem um buraco negro no peito de um espírito que só se acalma embaixo do chuveiro.
Então lágrimas se misturam com água...
E seus lábios ficam roxos depois de tantas mordidas.
Posso ser a Fumacinha Esperta, ou a Fumacinha Camarada.
Tem uma Fumacinha retardada que sempre queima os dedos no fogo que usou para esquentar a casa.
Quando você descobre que o lugar mais seguro do mundo pra chorar é o ombro do seu irmão mais novo.
Quando eu era menor entendia Sliver como dividir. É preciso saber dividir as coisas. Não fraternamente, mas na sua cabeça, nos seus atos.
Tudo tem o seu lugar e todo lugar tem a sua hora.
Saber esperar menos é uma dádiva.
Quando eu era pequena, não pensava em ser nada. Nada concreto.
Seria um ectoplasma onisciente pairando por aí.
Um espírito, uma presença, uma fumacinha...
Uma presença passando pela vida das pessoas, deixando apenas alguns rastros, fazendo o seu trabalho...
Passando pelas ruas sujas cheias de gente, carros e bichos...
Mas sem existir. Ninguém vê um ectoplasma
Você tem tantos problemas...
Se eu pudesse dava meu poder de fumaça pra você.
Talvez você não sentisse tanto frio.
Mas fumaça não tem mão. Fumaça não pode fazer nada direito. Nada que preste.
Tem um buraco negro no peito de um espírito que só se acalma embaixo do chuveiro.
Então lágrimas se misturam com água...
E seus lábios ficam roxos depois de tantas mordidas.
Posso ser a Fumacinha Esperta, ou a Fumacinha Camarada.
Tem uma Fumacinha retardada que sempre queima os dedos no fogo que usou para esquentar a casa.
domingo, 18 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Angústia juvenil nunca soou tão bem produzida...
O coro de vândalos ensaia perto da minha casa todo dia depois das três da madrugada. Eu canto junto, baixinho, olhando pela janela. Disseram pra ela um dia que o sorriso era uma medida preventiva contra o pranto, então ela se juntou ao coro, tem fama de ser a melhor solista. Eu gosto de imaginar ela dentro de um labirinto enorme, feito de grandes pedras de gelo que não se derretem. E ela está abraçando a si mesma e correndo na direção contrária a que acha que é a saída mais próxima.
A música de hoje se chama, "Pelo menos ele morreu como gostava, batendo em carros parados em um estacionamento". Posso sentir daqui da janela como a música é interpretada com emoção, ainda que a orquestra de pára-brisas sendo quebrados dá a melodia algo de perturbador. Angústia juvenil nunca soou tão bem-produzida...
O fato é que senti saudades.
postado por Here comes Johnny Yen again...
Texto encontrado, tirado, copiado e colado.
Originalmente postado no extinto blog: www.eupensodevagar.blogspot.com
terça-feira, 22 de junho de 2010
Despacho
Só precisava de uma coisa pra descontar toda sua raiva.
Uma coisa que pudesse ser marretada, destruída e queimada.
Só precisava de uma coisa que pudesse receber toda sua dor.
Costas, cabeça, estômago, garganta e ouvido.
Só precisava de uma coisa que em troca lhe desse toda a atenção.
Centro do mundo, seu umbigo.
Só precisava de uma coisa que recebesse todos os pecados do mundo.
Um ralo para onde escorresse tudo
todo o sangue e toda glória
agora e para sempre
amém.
Uma coisa que pudesse ser marretada, destruída e queimada.
Só precisava de uma coisa que pudesse receber toda sua dor.
Costas, cabeça, estômago, garganta e ouvido.
Só precisava de uma coisa que em troca lhe desse toda a atenção.
Centro do mundo, seu umbigo.
Só precisava de uma coisa que recebesse todos os pecados do mundo.
Um ralo para onde escorresse tudo
todo o sangue e toda glória
agora e para sempre
amém.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
domingo, 23 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
O Castelo que não fechava
Texto realmente muito velho
Então todas as criancinhas na puberdade passaram no teste para poder entrar naquele grande castelo onde as portas não eram fechadas. Diziam que lá era o paraíso.
Todas elas estavam radiantes e empolgadas, é impossível fugir da idiotice que assola todos os seres humanos na maldita fase da adolescência.
Elas estavam lá para aprender, mas isso não importava, porque lá fora era muito mais interessante. Conheceram muitas pessoas legais, muitas mesmo. Era o lugar com o maior número de gente estranha e diferente que elas já tinham visto.
Trataram logo de encontrar outras crianças para brincar, aquele parquinho era mesmo muito empolgante.
Então todas começaram a descer aquele enorme barranco que estava na frente delas. O final dele tinha um nome que as crianças desconheciam, elas já tinham ouvido falar, mas não fazia muito sentido pra elas, era algo como:
adultos??? amadurecimento???
crescimento ... frustração...
destruição...
morte...
Bem, não importava, agora elas tinham novos amigos geniais, os mais legais que elas já haviam encontrado.
Decidiram descer o barranco.
Na maior alegria, desciam correndo, gritando e pulando todos juntos. Alguns bem próximos. Alguns mais próximos de maneiras diferentes, uns como irmãos, outros como bons amigos, e outros de uma maneira mais estranha, que eles ainda não entendiam direito, mas certamente era diferente da forma de como queriam os irmãos.
Isso as vezes os deixava confusos, dava dor de estomago, uma sensação estranha, uma certa angústia e uma empolgação fora do comum...
Alguns deram as mãos, alguns se abraçaram, outros corriam mais rápido, mas tudo era muito divertido.
E foi então que as crianças começaram a cair. Correr rápido em um barranco não é uma coisa muito segura. Cada vez que caíam, se machucavam, e isso diminuía um pouco sua alegria e velocidade, mas elas continuavam correndo mesmo assim.
Aos poucos, os nódulos de crianças que estavam descendo o barranco foram mudando de integrantes. Uns por desgosto, outros porque lhes faziam cair e se machucar, outros porque não se suportavam mais.
Outras crianças apareciam às vezes para tentar descer o barranco, e traziam alegria porque eram legais.
Mesmo assim, todas continuavam caindo, e a velocidade e o entusiasmo delas foi diminuindo.
Elas mudaram, algumas se perderam no caminho, outras pegaram outra direção.
Junto com os machucados por terem caído, tudo isso entristecia as crianças, elas foram ficando cada vez mais sérias e cautelosas porque tinham medo de cair.
Algumas crianças estavam ficando muito tristes por ver que isso estava acontecendo, não era a mesma coisa pular e correr se não fossem todos juntos. Mas como continuar a correr com alegria se você sabe que vai cair, se machucar e vai doer?
Você já caiu, se machucou, e doeu muito, mas muito mesmo.
Então todas as crianças foram diminuindo o entusiasmo e a velocidade. Decidiram chegar ao fim do barranco que estava próximo, andando. Era menos perigoso, e elas já estavam completamente raladas.
Algumas crianças ficaram chorando para que seus amigos voltassem a correr, mas já era tarde demais.
É tão triste quando você vê que todas as crianças que estavam ao seu lado pararam de correr e pular com medo de se machucar.
Viraram adultos.
Oh não, crescer é um saco.
Encontrei este texto fazendo um trabalho de um livro. E foi tão estranho que cheguei a achar que outra pessoa tinha escrito, mesmo sabendo que fui eu. E achei realmente incrível ele conseguir ser um pueril tão puro. Cinco anos guardaram algumas coisas em um universo paralelo. Submerso flutuante.
Texto postado originalmente em www.naomesquecerderespirar.blogspot.com, em 29 de março de 2005, mais precisamente NESTE LINK
Então todas as criancinhas na puberdade passaram no teste para poder entrar naquele grande castelo onde as portas não eram fechadas. Diziam que lá era o paraíso.
Todas elas estavam radiantes e empolgadas, é impossível fugir da idiotice que assola todos os seres humanos na maldita fase da adolescência.
Elas estavam lá para aprender, mas isso não importava, porque lá fora era muito mais interessante. Conheceram muitas pessoas legais, muitas mesmo. Era o lugar com o maior número de gente estranha e diferente que elas já tinham visto.
Trataram logo de encontrar outras crianças para brincar, aquele parquinho era mesmo muito empolgante.
Então todas começaram a descer aquele enorme barranco que estava na frente delas. O final dele tinha um nome que as crianças desconheciam, elas já tinham ouvido falar, mas não fazia muito sentido pra elas, era algo como:
adultos??? amadurecimento???
crescimento ... frustração...
destruição...
morte...
Bem, não importava, agora elas tinham novos amigos geniais, os mais legais que elas já haviam encontrado.
Decidiram descer o barranco.
Na maior alegria, desciam correndo, gritando e pulando todos juntos. Alguns bem próximos. Alguns mais próximos de maneiras diferentes, uns como irmãos, outros como bons amigos, e outros de uma maneira mais estranha, que eles ainda não entendiam direito, mas certamente era diferente da forma de como queriam os irmãos.
Isso as vezes os deixava confusos, dava dor de estomago, uma sensação estranha, uma certa angústia e uma empolgação fora do comum...
Alguns deram as mãos, alguns se abraçaram, outros corriam mais rápido, mas tudo era muito divertido.
E foi então que as crianças começaram a cair. Correr rápido em um barranco não é uma coisa muito segura. Cada vez que caíam, se machucavam, e isso diminuía um pouco sua alegria e velocidade, mas elas continuavam correndo mesmo assim.
Aos poucos, os nódulos de crianças que estavam descendo o barranco foram mudando de integrantes. Uns por desgosto, outros porque lhes faziam cair e se machucar, outros porque não se suportavam mais.
Outras crianças apareciam às vezes para tentar descer o barranco, e traziam alegria porque eram legais.
Mesmo assim, todas continuavam caindo, e a velocidade e o entusiasmo delas foi diminuindo.
Elas mudaram, algumas se perderam no caminho, outras pegaram outra direção.
Junto com os machucados por terem caído, tudo isso entristecia as crianças, elas foram ficando cada vez mais sérias e cautelosas porque tinham medo de cair.
Algumas crianças estavam ficando muito tristes por ver que isso estava acontecendo, não era a mesma coisa pular e correr se não fossem todos juntos. Mas como continuar a correr com alegria se você sabe que vai cair, se machucar e vai doer?
Você já caiu, se machucou, e doeu muito, mas muito mesmo.
Então todas as crianças foram diminuindo o entusiasmo e a velocidade. Decidiram chegar ao fim do barranco que estava próximo, andando. Era menos perigoso, e elas já estavam completamente raladas.
Algumas crianças ficaram chorando para que seus amigos voltassem a correr, mas já era tarde demais.
É tão triste quando você vê que todas as crianças que estavam ao seu lado pararam de correr e pular com medo de se machucar.
Viraram adultos.
Oh não, crescer é um saco.
Encontrei este texto fazendo um trabalho de um livro. E foi tão estranho que cheguei a achar que outra pessoa tinha escrito, mesmo sabendo que fui eu. E achei realmente incrível ele conseguir ser um pueril tão puro. Cinco anos guardaram algumas coisas em um universo paralelo. Submerso flutuante.
Texto postado originalmente em www.naomesquecerderespirar.blogspot.com, em 29 de março de 2005, mais precisamente NESTE LINK
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Pensar em nada
Não pensar em nada é um exercício muito difícil. Mas depois de assimilada a técnica, é algo realmente gratificante.
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tentando não pensar em nada...
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ignorância.
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tentando não pensar em nada...
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ignorância.
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