quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Esperar e odiar

Você só precisa perceber como isso é estúpido. É tão estúpido. Há tantos sinais e há tanto tempo.

Tão obvio que você morre de vergonha, só de pensar.

Nunca deu certo, de qualquer maneira. Só para relembrar seu passado pessimista, uma roda cinzenta que não chega a lugar nenhum.

À noite as coisas funcionam de trás para frente. Eles precisam girar o botão para ligar-la, para alguma coisa funcionar dentro de sua carcaça apática.

Há coisas que não devem ter continuidade. São instantâneas. Uma vez e tudo estará acabado.

Não existe tempo além do espaço desenhado que você tanto esperou. Aqueles minutos que você tanto espera, imagina, e você sabe, não vai sobrar mais nada.

Nós odiamos esperar por isso.

Ela odeia esperar por isso.

Eu odeio esperar por isso.

Ele me odeia.

Eu te odeio.

Eu te odeio.


Eu te odeio por existir e sorrir pra mim.

=D

Eu realmente te odeio.

^^

.

Sente do meu lado, nós somos amigos! E você não pode imaginar como isso é realmente divertido.

A qualquer hora, você sabe, a qualquer hora isso vai acabar com tudo. De novo.
.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Despretensiosamente

Ser enganado com doces pelo menos é gostoso.

As coisas não valem tanto assim

Alguns tesouros não valem nada. Só na tua cabeça, meu bem, eles brilham polidos com cuspe. Cuspe cerebral.

Logo entregarei o escrito: "Como viver sem constrangimentos". Algo muito útil para se levar por aí. Despretensiosamente.

E como é mais válido não prolongar martírios sem sentido.



Demonstração gratuita de vagabundagem.

Despretensiosa.

Mente.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Lição de Vida. A pedidos.... hoho

Texto produzido a partir de tema proposto por Paulo: "Escreva um texto com lobisomens alienígenas gays fazendo isso tudo aí". E aí está o texto:


Era uma vez um Lobisome Alienígena Gay que fazia tudo que você pode imaginar. E quando eu digo tudo, digo que você ficaria surpreso!

O peludinho em questão, era muito esclarecido sobre as coisas da vida, como também das da morte. Andava para os lados sem problemas, como se estivesse em elevadores laterais imaginários.

O problema, é que apesar de ser super prafrentex , cabeça aberta, hype e século XXI, ele tinha um problema: ainda assim, sofria das coisas do coração. Além de ser hipertenso, era dramático.

Pobre, se emocionava ao ver as larvinhas de Aliens explodindo vorazmente o peito de seres humanos e saindo para uma corrida logo em seguida, para depois, atacar novamente.
- Ohh, você pode imaginar espetáculo mais bonito que este??? – dizia emocionado.

Porém, ainda mais coisas afligiam a vida de nosso estimado amigo: ele amava! Oh sim, como todos os seres viventes do universo, em todas as letras de pagode, o Lobisome Alienígena Gay tinha uma alma gêmea. Pelo menos, ele achava que tinha.

O problema era que, sua alma gêmea, era um dos filhotinhos aliens vorazes cuspidores de ácido que viva a tocar horror por aí. Pois como vocês se lembram, ele era um Lobsome Alienígena Gay, mas o que não foi revelado, que era ainda por cima, pedófilo.

Não é de se estranhar que tal fixação, causou ao nosso amigo prafrentex muitos problemas, além de burburinhos incontroláveis na comunidade trevosa galáctica, devido ás criticas inflamadas que provinham da associação de pais e mestres trevosos galácticos.

Mas o Lobsome Alienígena Gay, decidiu ignorar todas essas manifestações de uma sociedade hipócrita e opressora, e fazer o que dizia seu coração! Decidiu correr atrás de seu amor verdadeiro, decidiu ir atrás daquele juvenil alienzinho que estava a mil!!

Para sua infelicidade, o alienzinho vistoso, não estava tão afim dele, e lhe atirou um jato de ácido, vorazmente, na cara.

- Lazarento, me cegaste!!!! Foi a última coisa que ouvimos de nosso amigo homotrevosointergaláctico.

Realmente foi um final infeliz para o tio. Mas que sirva de lição, para tantos outros tios Lobsomes, comunidade trevosa inter-galactica a fora.

“As vezes, melhor dexa queto. E que usem máscaras.”

domingo, 9 de agosto de 2009

Vazio Muito Cheio

Decidiram repensar a brincadeira.

Ela em um canto, ele no outro.
Cada um em um canto de uma sala.
Então eles começavam a atirar flores mortas um na direção do outro na esperança de conseguir atingir algo pelo menos perto do coração.

Eles sabiam o nome um do outro, se conheciam.
Ele conhecia cada parte do corpo dela, ela conhecia cada parte do corpo dele.
Mas ainda assim, parecia que faltava alguma coisa, eles eram completos estranhos quando suas bocas ficavam livres.
Passavam tardes e tardes meio atordoados pelo efeito do líquido que era produzido quando os dois estavam juntos.

Mandavam bilhetinhos, trocavam mensagens e cartas, mesmo assim não se sentiam perto o bastante.
Havia um bonequinho intermediário, ela depositava todos os pensamentos dentro dele, depois ele tentava ouvir, mas o brinquedo confundia tudo.

A timidez dela era o câncer dele.

Então o tempo foi passando, as flores mortas, o líquido, o bonequinho, as mensagens, tudo isso foi criando uma sensação familiar, uma coisa a que os dois já estavam acostumados.

Ele não podia viver sem o vazio dela, ela não podia viver sem o vazio dele.
Ele não podia viver sem o cheiro dela, ela não podia viver sem o cheiro dele.
Ou o cheiro das flores, eles não sabiam mais, não sabiam diferenciar.

Então ele morreu, assim do nada, ele simplesmente morreu, se foi, morreu.

Ela nunca se sentiu tão vazia, pois agora não havia mais o vazio dele para preencher o seu.
Então ela ficou ali, parada, no canto da sala, esperando, catatônica, esperando que um dia as flores mortas voltassem a ser atiradas, esperando que algum dia algum vazio viesse preencher o seu.

Mas nenhum vazio nunca veio, e ela ficou a esperar para sempre.

E ele morto, batendo do lado de fora do coração dela para poder entrar, mas ela não ouvia, não percebia, estava apenas esperando um vazio que já não estivesse tão cheio.

Ela esperando, ele batendo, ela não ouvindo, ele gritando, ela esperando, ele batendo.

Morto, ele batendo completamente morto. Dentro do coração dela.

Silêncio.

E o que aconteceu?

Acho que não aconteceu nada.

Ele morreu.



*Texto originalmente postado em 26 deOutubro de 2005, em www.naomesquecerderespirar.blogspot.com, mais precisamente neste link-> VAZIO MUITO CHEIO
definitivamente, alguns dos melhores comentários. há

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Ignorância

Acredite, meu caro amigo, alguma vez eu já menti pra você?

Então ouça muito bem o que eu tenho pra te dizer:

O melhor truque, a melhor resposta, a melhor estratégia ainda é ignorar!

Vai que vai, amigo, que ignorando você chega lá!

Contadores e Ilusionistas

Jogos funcionam apenas quando os dois lados arranjam uma maneira de trapacear. Não precisa ser exatamente pungente, é apenas necessário fingir saber o que está fazendo, e ser bastante convincente. Nisto, cada pedaço irá acreditar, e exercer a ilusão de estar tomando um pouco de poder. Um poder que não é o que parece ser.

Ele chegou e mostrou tudo o que tinha, mostrou seus tesouros escritos, suas tão preciosas letras. Tudo o que ele pensava, tudo o que ele achava, tudo o que ele talvez nem entendesse, mas queria dizer.

- Não sabia que você escrevia. Não sabia que você escrevia assim.

- Escrevo, sempre escrevi. Mas nunca te mostrei.

Ela sentiu-se estranha, nem ela entendeu o porque. O que significava tudo aquilo?

Era como se ele estivesse lambendo os olhos dela.

Ele surpreendeu sua Contadora de histórias com suas próprias palavras. Desde então, os finais nunca mais tiveram o mesmo sabor de impermeabilidade esnobe. A Contadora de histórias havia sido facilmente surpreendida pelo Exibicionista mais secreto da cidade. E porque não do mundo?

Ela percebeu que nunca soube nada sobre aquele menino. O que bastava eram suas suposições, pelo menos, era como pensava. Aquilo serviu para mostrar que por mais clichê e obvio que pareça, as pessoas realmente nunca são o que parecem. São todas ilusionistas, algumas mais inconscientes apenas.

É apenas a possibilidade de descobrir uma partícula da essência de alguém, que nos leva a querer conhecê-lo.

Entrar em jogos nem sempre parece voluntário, mas é absolutamente espontânea a relutância em admitir os seus desejos.

E foi exatamente assim que a Contadora de histórias foi peculiarmente enlevada pelo Exibicionista mais secreto da cidade.

E foi assim que o Exibicionista mais secreto da cidade se desmanchou por cada palavra que proferia a Contadora de histórias.

Curiosidade em seus olhos, sempre foi um convite irrecusável para a minha língua.