segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

sobre entender.

Quanto mais você entende as pessoas, mais perde a fé nelas. Você se conforma que elas são assim e pronto. Perde até o direito de odiá-las, de sentir raiva delas. Simplesmente as aceita, deixa-as em seus próprios mundos, seus próprios tronos. Você entende que as pessoas funcionam apenas dentro delas mesmas, e vai perdendo o interesse. Se conforma em não esperar nada. Não espera nada e fica cada vez mais apático. Que façam o que quiserem. Você tem a sua caverna.

Você anda com todas essas convicções por aí, até que tropeça.

Você tropeça. Não é bem assim. Mesmo tendo aprendido muito sobre as pessoas, você vê que não é bem assim. Você é pego reinando em seu próprio mundo, vivendo apenas em você. Não é bem assim... Não é aquela velha história de exceções. É sobre existir o certo. O certo que você não tinha encontrado. O certo que é seu. Com todas as responsabilidades do mundo, ele é seu. E ninguém tem nada a ver com isso.

Obrigada por fazer eu me sentir feliz. Obrigada por me fazer bem e cuidar de mim. Obrigada por existir. E obrigada por não desistir de mim.

... Chocolate no Nirvana, são só seus olhos. A noite só é quente quando você está comigo. Você para o que estiver vindo rápido em nossa direção, só olhando. Quero que tudo fique bem, como você faz o possível. O ar que respiramos não é mais o mesmo. Nossas mãos e nossos olhos não são mais os mesmos. Um abraço, seu ombro, é todo o necessário. E que tudo em volta derreta ou exploda, eu não me importo. Chocolate. Calor. O silêncio. A música. Dormir bem. Porque você está aqui. Está aqui. E me disse pra ficar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

se irrite.

Os nervos arrepiados...

Arrepiados e pontiagudos

A pele arrepiada...

Arrepiada igual a um porco espinho

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Tinha uma bola amarela e grudenta dentro do peito, uma bola que arrepiava e inflamava por tudo que irritava a menina.

A bola pulsava até ficar vermelha, até quase explodir.

Ela pulsava e inchava cada vez que a menina se irritava, o que era cada vez mais comum, por coisas cotidianas impossíveis de se parar.

Se irritava com a voz das pessoas, com o barulho, com o vento, com a insistência de alguns, com a claridade e com o escuro, com o calor e com o frio...

Tudo era motivo para a bola amarela de muco inchar, pulsar e quase explodir.

Mas o principal motivo era ela, ela e seu corpo. O cansaço de seu corpo, a fraqueza de seu corpo. A inquietação e a preguiça que esmagavam sua alma, incapaz de se animar diante de coisas tão conhecidas pelo destino. Coisas tão grandes que pareciam minúsculas perante seus olhos. A menina se cansava antes mesmo de pensar.

A menina. Só estava cansada.

E cansada de estar cansada.