quinta-feira, 28 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

das mãos dele...

Foi naquela noite quente em que ele disse que não queria casar com ela. Naquela noite de calçadas e bebidas. Naquela noite cheia de mentiras pretensiosas.

Naquela noite em que os dois conversaram durante três horas, e ele não soltava das mãos dela. Até o dia amanhecer, ele segurou as mãos dela e ficou ali, alisando-as “despretensiosamente”.

“Eu nem sei se gosto mesmo de você”, ele disse segurando as mãos dela fortemente.

E assim continuou a passar a conversa na menina que pensava em mil coisas, entre elas: “O que esse imbecil pensa que está fazendo?”

Dar as mãos pode até parecer uma coisa idiota, mas naquela noite foi a coisa mais legal do mundo. Ainda mais quando você segura aquilo que tem sérias chances de te dar um soco.

E o menino interesseiro levou suas mãos quentes embora. E a menina não conseguia mais parar de pensar nelas.

Semanas se passaram, e o menino quase fez o mundo acabar. Porque ele era um menino, e meninos são assim. Até que chegou a páscoa, e as coisas ficaram quentes e boas novamente.

Sem facadas.

Porque eu adoro as suas mãos.

sábado, 16 de abril de 2011

Olhar pela janela do seu quarto...

Aqueles ferros enferrujados tentando ainda serem brancos... Aquelas grades. Você olha através das grades. As grades que tentam ser brancas.

Você olha pelas grades enferrujadas e enxerga aquele muro podre do fundo da sua casa. Aquele muro cheio de musgo, fungos e rachaduras. Ele também ainda tenta ser branco.

Você olha essa “paisagem” e pensa ha quanto tempo ela está ali. Você lembra de quando ela nem estava ali e você podia ver toda a cidade. Agora só tem grades podres, um muro podre, e uma casa que parece um bolo de quinze anos.

Você pensa há quanto tempo isto está ali. E há quanto tempo você não olhava para aquilo. Quanto tempo faz que você não precisava olhar para aquilo? Quanto tempo faz que você não precisava colocar a cabeça entre as grades para ouvir só o som do vento e não ouvir mais nada?

E aquele sentimento de quando você tinha 8, 10, 13, 16, 18 anos... quanto tempo fazia que você não sentia essa merda?

Preciso ir embora daqui. Moço dos 750, por favor, me contrate.

Queria que esse sentimento pudesse ser gravado em mim, como uma fotografia. Queria que a luz gravasse na minha pele a imagem desse muro podre. Assim, sempre que eu tivesse algum pensamento idiota e esperançoso, me lembraria de toda essa merda e voltaria pra realidade.

Também gostaria de gravar pra sempre a feição das pessoas que eu gosto logo depois de desapontá-las sem querer. Talvez eu nunca mais desapontasse ninguém sem querer.

E olhando pelas grades, pela janela, você até lembra daqueles ensinamentos que acha que só servem para o “Brinquedo Assassino 2” aquele: “ - Você vai descobrir que não pode confiar em mais ninguém, só em você mesmo”

Pff....

Olhar, sentir o vento e não pensar em mais nada.
Eu só espero que tudo isso passe logo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

...


The finest day
that I've ever had
Was when I learned
to cry on commmand

.
..
...

Nirvana, On a Plain