terça-feira, 26 de abril de 2011

das mãos dele...

Foi naquela noite quente em que ele disse que não queria casar com ela. Naquela noite de calçadas e bebidas. Naquela noite cheia de mentiras pretensiosas.

Naquela noite em que os dois conversaram durante três horas, e ele não soltava das mãos dela. Até o dia amanhecer, ele segurou as mãos dela e ficou ali, alisando-as “despretensiosamente”.

“Eu nem sei se gosto mesmo de você”, ele disse segurando as mãos dela fortemente.

E assim continuou a passar a conversa na menina que pensava em mil coisas, entre elas: “O que esse imbecil pensa que está fazendo?”

Dar as mãos pode até parecer uma coisa idiota, mas naquela noite foi a coisa mais legal do mundo. Ainda mais quando você segura aquilo que tem sérias chances de te dar um soco.

E o menino interesseiro levou suas mãos quentes embora. E a menina não conseguia mais parar de pensar nelas.

Semanas se passaram, e o menino quase fez o mundo acabar. Porque ele era um menino, e meninos são assim. Até que chegou a páscoa, e as coisas ficaram quentes e boas novamente.

Sem facadas.

Porque eu adoro as suas mãos.

Nenhum comentário: