quinta-feira, 2 de junho de 2011

Curitiba, você não entende nada.

Tinha esquecido como é ruim ficar aqui.
Eu odeio ficar aqui.
Quero ver quanto tempo vou agüentar.
Manter a cabeça no lugar.
Manter a cabeça no lugar.
Às vezes eu me vejo pelo espelho. Eu não sou assim.
Só eu sei.
São meus olhos. Eles dizem que não posso descansar.
Meus olhos dizem que tudo isso é preciso.
E minhas mãos só pensam em cobri-los.

“Eu quero botar fogo nesse apartamento”
Agora essa música sempre me vem na cabeça.
Quem diria que depois de tanto tempo ela faria tanto sentido? Quem diria que ela iria parar na minha cabeça?

Essa música me lembra de quando eu tinha a altura de uma mesa e assistia tudo de baixo pra cima.
Eu via Ela batendo carne com o olhar infeliz. Essa imagem nunca saiu de mim. E a música era a trilha sonora.

“Eu quero ir embora....”

E Ele chegava pra jantar e nem dizia nada. Ninguém dizia nada.
Mas a música sempre tocava.
Os olhos baixos e tristes ficaram ali para sempre.

“Eu quero dar o fora....”

E agora?
Eu odeio ficar aqui.
Eu nem sei o que pensar.
Não sei nem como pensar no que fazer.

“... e quero que você venha comigo.... todo dia....”
.
.
..
... eu quero ir embora.

Um comentário:

Paulão Fardadão Cheio de Bala disse...

Diz q as impressões de qdo se é pqno acompanham a pessoa pra vida inteira, moldam seu modo de ver o mundo. Qdo eu fico feliz q nada de horrível me aconteceu desde nunca, acabo pensando q talvez eu é q sempre tenha sido tapado demais pra perceber. De qqer forma, algumas coisas são parte da gente (genéticas ou qqer outra coisa, sei lá) e pra mim é sinal de racionalidade encontrar pessimismo no otimismo e vice-versa. Tem gente q acha bonito ou sei lá o q, mas de fato isso atrapalha nas lutas do dia a dia, q exigem foco, desejo e persistência. Animalismo puro e simples, em oitras palavras.