sábado, 10 de março de 2012

Nunca fui boa em descrever coisas...

Olhando para o azul mais azul que existe,
tantas coisas passam na minha cabeça

e é como se fosse uma música:

"Till human voices wake us, and we drown."*

sempre na minha cabeça

o azul mais azul que existe
para nos afundar

vou rezar para que ninguém te acorde

azul

continue me olhando, sem piscar

azul

sem piscar...

nunca feche os olhos,
e tente flutuar.



*The Love Song of J. Alfred Prufrock, T.S. Eliot

quarta-feira, 7 de março de 2012

não devolva o que é seu

Quem me devolve o tempo roubado?

o tempo passado

quem?
ninguém.

o que está roubado, está roubado.

ninguém irá me devolver todas as tardes frias, aquelas longas tardes frias
o sol e o vento batendo na minha nuca
e aquele mal-estar... o mal estar que nunca ia embora
todas as histórias que eu imaginava e que nunca iriam acontecer
as longas narrativas ilustradas com grama, o lugar onde meus olhos sempre iam parar...

O tempo não passava

já passou.
ainda bem.

mas é engraçado de lembrar
é familiar
e estranho


Já estou tão velha assim.



I miss the comfort in being sad